segunda-feira, 28 de março de 2011

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"Liz Norton, pelo contrário, não era o que comumente se chama uma mulher de grande vontade, isto é, não fazia planos a médio ou longo prazo nem punha em jogo todas as suas energias para realizá-los. Era isenta dos atributos da vontade. Quando sofria uma dor, facilmente se percebia, e quando era feliz, a felicidade que experimentava se tornava contagiosa. Era incapaz de traçar com clareza uma meta determinada e de manter uma continuidade na ação que a levasse a coroar essa meta. Nenhuma meta, por sinal, era suficientemente apetecível ou desejada para que ela se comprometesse totalmente. A expressão "alcançar um fim" antepunha a palavra "viver" e em raras ocasiões a palavra "felicidade". Se a vontade se relaciona a uma exigência social, como acreditava William James, e portanto é mais fácil ir à guerra do que parar de fumar, de Liz Norton se podia dizer que era uma mulher para quem era mais fácil parar de fumar do que ir à guerra."

Tô quase na metade do livro, que logo no começo larga essa definição da Liz que eu destaquei com marca texto rosa neon porque me identifiquei um tanto.

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